Sem título

Pra quem dizia que nunca iria amar alguém, tenho andado muito contraditória. A verdade é que sou hipócrita. Eu sempre tive você como uma chamada de emergência. O meu botão vermelho sempre andava comigo dentro da minha bolsa. Vai saber quando eu teria de usar aquilo?! Usei diversas vezes. De vez em quando, era só um artifício pr’eu ouvir a tua voz fria e chata, mas que me deixava feliz. A saudade tomava conta da minha cabeça e eu chorava no fim do dia. Era assim. A tristeza vinha com a madrugada e olha que nunca a convidei pr’um chá. Mal educada. Entrava sem permissão e eu, boboca muda, nada dizia. A desgraçada fazia o que bem entendia e, depois, ia embora. Ai, ai. Mais mole que eu, só a gelatina de uva que comi hoje. Mas aprendi a lidar com isso e foi sem consultar aqueles livros de auto-ajuda que sempre vejo pelas livrarias da vida. Dizem que quem lê esse tipo de coisa é gente derrotada, mas quem sou eu pra julgar, né? Afinal, eu também sou.

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