Sem título

Esses dias, fiz aquele mesmo percurso daquela sexta-feira. Não atravessei a rua, mas avistei de longe aquela esquina em que nos abraçamos pela última vez. Não aguentei andar até o outro lado e subi no primeiro ônibus que apareceu no sentido inverso rumo à universidade federal. Por sorte, era o que eu deveria pegar, mas não naquele sentido. Droga. Fingi que era preguiça, mas, na verdade, foi o medo de andar por lá, lembrar de tudo detalhadamente e me desmanchar em pequenas gotas de água salgada. O que evitei fazendo isso? Nada. As minhas mãos estavam trêmulas de tanta raiva e dor que eu sentia. Raiva por ainda estar metida nessa burrada e dor por…bem, você sabe, por ser burra.

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